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Setor Calçado | Playbook operacional INFOS

Cada par tem de provar a sua origem

Custeio por modelo, qualidade registada na linha e rastreabilidade pronta para auditoria — o que separa um fornecedor de valor acrescentado de um substituível.

A indústria portuguesa de calçado exportou 1.718 milhões de euros em 2025 (APICCAPS), com posicionamento de qualidade e personalização. Mas a margem desse posicionamento vive na operação: saber quanto custa cada par, controlar defeitos em linha e responder a uma auditoria internacional em horas, não em dias. Este playbook cruza os dados do setor com um método para o fazer.

Gratuito · PDF · Dados de fontes oficiais · Sem inventar números.

Relatório Setorial · 2026 · Calçado
Relatório Setorial · 2026
Calçado
produção precisa, origem provada
INFOS ·desde 1990
O setor em números

Calçado em Portugal, em factos.

1.718 M€
Exportações de calçado em 2025 (+0,8% em valor)
Fonte: APICCAPS, fev/2026
68 milhões
Pares exportados em 2025 (+1,8% em volume)
Fonte: APICCAPS, fev/2026
1.420 M€
Vendas para mercados europeus (+3,3%)
Fonte: APICCAPS, 2025
-12,3%
Estados Unidos, recuo para 84 M€
Fonte: APICCAPS, 2025
Onde a margem se perde

Os desafios estruturais do setor.

01

Custeio por par, não por encomenda

Um par atravessa dezenas de operações — corte, costura, montagem, acabamento — multiplicadas por tamanhos, cores e materiais. Sem custeio ao nível do par e da operação, a empresa fixa preços com base em médias e descobre tarde quais os modelos que destroem margem. Numa indústria de valor acrescentado, o custo errado por par é a fuga silenciosa.

02

Qualidade visual, em linha e registada

O defeito num sapato é visual e localizado: uma costura, um vinco, um tom. O controlo tem de ser não-destrutivo, feito na linha, com registo digital — fotografia e localização no par — por operador e por subcontratado. O que não fica registado não se mede, não se corrige e não se prova ao cliente.

03

Rastreabilidade que decide clientes

Clientes internacionais — EUA, Japão, grandes marcas — auditam a cadeia da matéria-prima ao par expedido. O tempo de resposta a uma auditoria pode decidir manter ou perder a conta. A rastreabilidade lote-a-lote deixou de ser conformidade: é argumento comercial.

04

Subcontratação sem perder o controlo

Grande parte da produção passa por subcontratados e oficinas externas. Coordenar qualidade, prazos e informação técnica por e-mail e folhas de cálculo não escala nem deixa rasto auditável. Sem um portal B2B, a empresa fica cega na parte da cadeia que mais arrisca a sua reputação.

O que está a mudar

Pressão de mercado e conformidade

O calçado português não compete por preço, mas por qualidade, resposta e prova. Essa posição está sob pressão dupla: a contração do mercado norte-americano em 2025 (-12,3%, APICCAPS) reforça a dependência da Europa, enquanto a regulação europeia de produto (ecodesign/ESPR, em vigor desde julho de 2024) aponta para mais exigências de rastreabilidade e informação de produto. Quem tiver os dados estruturados converte exigência em vantagem; quem não os tiver, paga-os em horas de trabalho manual e em risco de perder contas.

  1. jul/2024
    Entra em vigor o Regulamento Ecodesign (ESPR), sinalizando mais requisitos de rastreabilidade e informação de produto na UE. Fonte: Comissão Europeia.
  2. Contínuo
    Auditorias de clientes internacionais (EUA, Japão) exigem rastreabilidade documentada da matéria-prima ao par expedido. Fonte: requisitos de clientes.
  3. 2025
    Recuo dos EUA (-12,3%, para 84 M€) e crescimento europeu (+3,3%) aumentam a dependência do mercado UE e a sua exigência regulatória. Fonte: APICCAPS.
  4. Permanente
    Obrigações nacionais: SAF-T (PT), faturação certificada AT, RGPD e AI Act sobre qualquer automação de dados.
O método

Método INFOS: do par à prova

Quatro pilares para transformar a operação de calçado num ativo de margem e de confiança comercial. A profundidade não está em comprar software — está em medir o que importa em cada um deles.

01

Custear ao nível do par

Estrutura de artigo cor-tamanho-lote nativa e custeio que segue cada operação. Saber a margem real por modelo, por par e por cliente é a base de todas as decisões de preço e de portefólio.

  • Sabe a margem real de cada modelo ou trabalha com médias da coleção?
  • O custo de cada operação (corte, costura, montagem, acabamento) está refletido no custo do par?
  • Consegue dizer hoje quais os três modelos que mais e menos margem geram?
02

Registar a qualidade na linha

Controlo visual não-destrutivo com registo digital de defeitos — fotografia e localização no par — por operação, operador e subcontratado. Defeito que se regista é defeito que se mede e se corrige.

  • Os defeitos são registados digitalmente ou ficam em papel e na memória do encarregado?
  • Consegue atribuir um defeito recorrente a uma operação ou a um subcontratado específico?
  • Tem indicadores de produtividade e eficiência (OEE) por linha em tempo real?
03

Rastrear lote-a-lote

Da matéria-prima ao par expedido, com leitura móvel em armazém e rasto auditável. Quando o cliente audita, a resposta é uma consulta — não um projeto de uma semana.

  • Quanto tempo demora a reconstituir a origem da matéria-prima de um par expedido?
  • A rastreabilidade está digital e consultável ou depende de arquivo físico?
  • Conseguiria responder a uma auditoria de um cliente internacional esta semana?
04

Integrar a cadeia externa

Portal B2B para subcontratados e oficinas: ordens, fichas técnicas, qualidade e prazos num único canal multi-idioma, com audit trail. A parte da cadeia que está fora das paredes deixa de ser um ponto cego.

  • A comunicação com subcontratados é centralizada ou dispersa por e-mail e folhas de cálculo?
  • Os subcontratados registam qualidade e progresso num sistema partilhado?
  • Existe rasto auditável de tudo o que acontece na subcontratação?
“

O custo de não saber o custo

Numa indústria de valor acrescentado como o calçado português, a margem não está no preço de venda — está na precisão com que se conhece o custo. Quando uma empresa fixa preços com base no custo médio da coleção, subsidia involuntariamente os modelos mais complexos com os mais simples, e não sabe quais são uns e outros. O resultado é um portefólio onde alguns modelos vendem bem e perdem dinheiro, sem que ninguém o consiga ver. O custeio por par, operação a operação, transforma uma intuição num facto: passa a ser possível decidir que modelos manter, repreçar ou descontinuar — e negociar com clientes a partir de números, não de receios.
Excerto do relatório Calçado · INFOS
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  • O setor do calçado em números: exportações, volume e geografia de mercados em 2025 (APICCAPS)
  • Por que o custeio por par — e não por encomenda — define a margem da empresa
  • Como estruturar o controlo de qualidade visual, em linha e registado digitalmente
  • Rastreabilidade da matéria-prima ao par expedido: de obrigação a argumento comercial
  • Subcontratação auditável: como integrar oficinas externas sem perder controlo
  • Os KPIs que a direção de operações de calçado deve medir todos os dias
  • Arquitetura recomendada e onde cada peça da stack INFOS encaixa
  • Checklist de maturidade: 10 perguntas de sim/não para diagnosticar a sua operação
  • Conformidade que não é opcional: SAF-T, faturação certificada AT, RGPD e AI Act
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Perguntas frequentes

Calçado, respondido.

Quanto exportou a indústria portuguesa de calçado em 2025?
Segundo a APICCAPS (dados de fevereiro de 2026), as exportações atingiram 1.718 milhões de euros, um crescimento de 0,8% em valor e 1,8% em volume, correspondendo a 68 milhões de pares.
Como evoluíram os mercados de exportação em 2025?
Os mercados europeus cresceram 3,3%, para 1.420 milhões de euros, enquanto os Estados Unidos recuaram 12,3%, para 84 milhões de euros (APICCAPS). Esta evolução reforça a dependência do mercado europeu e a importância da conformidade regulatória da UE.
Porque é importante o custeio por par no calçado?
Cada par atravessa dezenas de operações multiplicadas por tamanhos, cores e materiais. Sem custeio ao nível do par e da operação, os preços assentam em médias e a empresa não distingue os modelos que geram margem dos que a destroem. O ERP MULTI da INFOS, com estrutura de artigo cor-tamanho-lote nativa, permite custear ao nível do par.
Como deve ser feito o controlo de qualidade na linha?
Deve ser visual, não-destrutivo, feito na própria linha e com registo digital de cada defeito — incluindo fotografia e localização no sapato — por operação, operador e subcontratado. A solução KORA Productivity da INFOS suporta este registo por operação, com OEE em tempo real.
O que exigem as auditorias de clientes internacionais?
Clientes de mercados como os EUA e o Japão exigem rastreabilidade documentada da matéria-prima ao par expedido. O tempo de resposta a uma auditoria pode determinar a manutenção ou perda da conta. A rastreabilidade lote-a-lote do KORA Inventory torna essa resposta numa consulta, não num projeto.
Como manter o controlo sobre a subcontratação?
Através de um portal B2B que centralize ordens, fichas técnicas, registo de qualidade e prazos com os subcontratados, em multi-idioma e com audit trail. O Portal dos Subcontratados da INFOS foi desenhado para esta cadeia externa.
Que obrigações de conformidade se aplicam ao setor?
Em Portugal, SAF-T (PT) e faturação certificada pela AT, além do RGPD para dados pessoais e do AI Act para qualquer automação assente em inteligência artificial. A regulação europeia de produto (ecodesign/ESPR), em vigor desde julho de 2024, aponta para mais requisitos de rastreabilidade e informação de produto.
Que produtos INFOS suportam a indústria de calçado?
ERP MULTI (custeio por par), KORA Productivity (qualidade e OEE em linha), Portal dos Subcontratados (subcontratação auditável), KORA Inventory (rastreabilidade lote-a-lote), MyBusiness-ITV (BI), pplPortal (gestão de pessoas) e MAXIRETAIL (quando a empresa vende direto ao consumidor).

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